7 erros que fazem ferramentas estragarem antes do tempo (e como evitar)
Ferramenta boa é investimento. Quando bem cuidada, dura anos, rende mais serviço e ainda evita acidentes. Mas, na prática, muita ferramenta “morre” cedo demais por causa de uso errado, falta de manutenção e armazenamento descuidado. Se você é profissional, hobbista ou lojista que orienta seus clientes, vale conhecer os principais erros que encurtam a vida […]
Ferramenta boa é investimento. Quando bem cuidada, dura anos, rende mais serviço e ainda evita acidentes. Mas, na prática, muita ferramenta “morre” cedo demais por causa de uso errado, falta de manutenção e armazenamento descuidado.
Se você é profissional, hobbista ou lojista que orienta seus clientes, vale conhecer os principais erros que encurtam a vida útil das ferramentas – e, claro, como evitar cada um deles.
1. Usar a ferramenta para o que ela não foi feita
Clássico: chave de fenda virando talhadeira, alicate sendo usado como martelo, serra errada para o material errado. Isso força a ferramenta, deforma peças e pode até causar acidentes.
Como evitar:
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Sempre verifique para que tipo de material e aplicação a ferramenta foi projetada.
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Tenha o modelo correto para cada função (ex.: chave certa, broca certa, disco certo).
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Oriente quem usa a ferramenta a nunca “dar um jeitinho” com o equipamento errado.
2. Ignorar o limite de esforço e rotação
Empurrar demais a furadeira, forçar a esmerilhadeira, usar disco inadequado para a rotação do equipamento… Tudo isso gera aquecimento excessivo, quebra prematura e queima de motor.
Como evitar:
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Respeite as especificações do fabricante (rotação, materiais indicados, tempo de uso).
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Não force a ferramenta além do necessário: deixe o motor e o corte trabalharem.
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Use acessórios compatíveis (discos, brocas, lixas) com a rotação indicada na máquina.
3. Não limpar a ferramenta após o uso
Pó de madeira, resíduos de metal, argamassa, tinta e sujeira em geral vão se acumulando em partes móveis e contatos elétricos, reduzindo desempenho e provocando oxidação.
Como evitar:
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Após o uso, retire o excesso de sujeira com pano seco ou levemente umedecido.
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Nunca guarde ferramentas molhadas ou com resíduo de produto químico.
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Em ferramentas elétricas, evite jatos de ar muito fortes diretamente nas aberturas, para não empurrar sujeira para dentro do motor.
4. Guardar em locais úmidos ou expostos ao sol
Ferramentas deixadas em área externa, jogadas em carroceria, no quintal ou em locais úmidos sofrem com ferrugem, ressecamento de cabos e deformação de peças plásticas.
Como evitar:
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Guarde em local seco, arejado e protegido da chuva e do sol.
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Use caixas de ferramentas, armários ou painéis para organizar.
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Em regiões muito úmidas, vale usar sílica gel ou antimofo em gavetas e caixas.
5. Não fazer manutenção preventiva
Escovas de carvão gastas, rolamentos roncando, cabos de energia danificados… Se nada disso é revisado, a ferramenta vai trabalhar “no limite” e quebrar antes da hora.
Como evitar:
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Faça inspeções periódicas em ferramentas de uso intenso.
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Troque escovas de carvão, lubrificações e componentes de desgaste quando necessário.
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Em caso de ruídos estranhos, cheiro de queimado ou faíscas fora do normal, pare o uso e procure assistência técnica.
6. Usar EPIs e acessórios inadequados (ou nenhum)
Pode parecer que não tem relação direta com a durabilidade, mas tem: quando o usuário não usa EPI ou acessório adequado, tende a trabalhar de forma insegura, forçando mais a ferramenta, errando cortes e causando impactos desnecessários.
Como evitar:
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Utilize sempre óculos, luvas, protetor auricular e máscara, conforme o tipo de trabalho.
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Use acessórios corretos e de boa qualidade – discos, brocas e lixas ruins vibram mais, esquentam demais e sobrecarregam a máquina.
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Oriente corretamente quem manuseia as ferramentas na obra ou oficina.
7. Empréstimos sem controle e uso por pessoas sem experiência
Ferramenta que “todo mundo pega emprestado” costuma voltar sem broca, sem acessório, com fio danificado ou até queimada. Além disso, quem não tem experiência tende a usar de forma errada.
Como evitar:
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Se for emprestar, faça isso com pessoas de confiança e explique o uso correto.
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Tenha um controle mínimo de quem pegou, quando pegou e em que condições devolveu.
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Em empresas, defina responsáveis pelo uso das ferramentas, com orientações claras.
Conclusão: cuidado simples, ferramentas por muito mais tempo
Na maioria das vezes, não é o equipamento que “não presta” – é o uso e o cuidado que encurtam sua vida útil.
Resumindo:
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Use a ferramenta certa para cada função;
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Respeite limite de esforço e rotação;
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Limpe e guarde corretamente;
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Faça manutenção preventiva;
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Oriente quem usa e evite mau uso.
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